Caminhando pelas ruas do centro da capital vejo-me em meio a pensamentos nostálgicos, a sensações que tive ainda distante daqui, olho, ou melhor, observo as vitrines, as ruas antigas (quase vivas e carregadas de histórias), os transeuntes etc. Algumas pessoas chamam a atenção, outras nem tanto, a maior parte apenas passa em branco e eu continuo ali, tentando mover-me em meio ao barulho, movimento, enfim, ao caos urbano.
Porto Alegre, minha terra natal, já não desperta em mim o mesmo sentimento de ternura que já provocou outrora, mas ainda sim é um lugar agradável. É engraçada a maneira como as pessoas disputam o espaço, a diversidade de pessoas e estilos; de postura (uns com muita pressa, outros como se tivessem todo o tempo do mundo), a diferença de eras (realidades?): jovens com cabelos verdes e garotas crivadas de piercings, de movimentos agitados e olhares ansiosos ao lado de casais idosos e cabelos grisalhos, com aquele ar tranqüilo que só os anos são capazes de imprimirem no semblante das pessoas.
Amada Porto alegre, hoje não mais tão idolatrada como já fostes por esse humilde artesão das lembranças, mas ainda sim meu chão, cheia de encantos, seres fantásticos e das mais belas paisagens!
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